quinta-feira, 1 de maio de 2014

Você é covarde demais...

...Pra entender o quanto a vida é complexa e intensa, pra vivê-la de forma autônoma, pra pensar por si mesmo as soluções para seus problemas.

A seleção natural não nos preocupa mais, até nossos exemplares mais fracos podem passar adiante seus genes decadentes, buscamos conforto em nossos livrinhos de auto-ajuda, em nossas terapias individuais e em grupo, em nossas igrejas vendedoras de esperança.

Estamos cientes de nosso fracasso em sermos nós mesmos e buscamos uma forma de aliviar a culpa por isso, por não nos realizarmos em nossos empregos, amizades, romances... Em não conseguir ser nem o que um dia desejamos, nem mesmo o que nos vendem nas propagandas.

Olhamos no espelho todos os dias e não nos vemos de verdade, vemos uma mascara desgastada pelo tempo, uma mascara que não nos agrada mais e que não temos a coragem de retirar.

Você é covarde demais pra assumir para você mesmo o que realmente é, para parar um instante da sua vida automática e pensar em si próprio. Não na roupa que vai sair pro shopping ou no perfume que vai te ajudar a marcar no próximo encontro, mas no que é você. Que tipo de monstro tem sido acorrentado no calabouço de seu ser desde a infância?

O monstro que tememos que nos afaste de nossas relações sociais tão supervalorizadas, presas por linhas tão finas que uma mínima demonstração de individualidade pode arrebentar. O preço por sermos nós mesmos é alto, é, talvez, a solidão e a angustia, mas a recompensa é a verdade. Não a verdade banalizada que nos vendem, mas a nossa verdade, a que sintetizamos dentro de nos mesmos e que nos move para frente com a força que os covardes, com suas verdades compradas, jamais terão.

Leonardo Almeida

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

a babaquice instaurada

Sou legal, dou risada de tudo, tudo faz graça, obrigado, sou um babaca popular. Eu e meus amigos adoramos sair para beber, vestidos com nossas camisas Hollister, todos com sorrisos plastificados no rosto e uma garrafa de whisky na mesa pra atrair mulheres tão sem conteudo quanto nós, mas qual o problema? Elas tem o que queremos. É uma troca!


segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Somos NADA


              Morremos todos os dias, morrem nossas células, nossos planos, sonhos, amores, amigos e familiares. Nada se pode fazer para parar esse movimento frenético que a vida tem e sua facilidade de levar as coisas embora como se fosse uma onda que a todo tempo trás e leva coisas de nós.

              No meio de toda essa estrutura cultural que construímos para camuflar nossa verdadeira face animal, essa imprevisibilidade da vida é algo que se recusa a esconder o que realmente somos, que grita a todo instante: “lute ou será morto!” se bem que seremos mortos independente do quanto lutarmos...

              Perceber que tantas vidas já passaram por esse mundo, com tantos desejos, crenças e paixões e mesmo assim sucumbiram a algo maior que elas, que as destruiu e transformou no que realmente são: nada.

              A salvação que tantos buscam não pode resolver os problemas da humanidade e talvez o problema da humanidade seja na verdade esse. Se julgar humano e diferente dos outros animais, aqueles que lutam para sobreviver, que atacam ao se sentirem ameaçados, que fazem de tudo para dominar seu território. Os que em muito se assemelham a nós, mas chamamos de irracionais.

              Talvez o passo para a salvação da humanidade esteja justamente em reconhecer que não somos nada de mais nesse mundo e que pouco importou ter sido Napoleão ou o cavalo dele. Ambos são hoje a mesma coisa. Nada.

sábado, 23 de novembro de 2013

Não tenha medo de tentar

Diariamente converso com pessoas que não fazem idéia do potencial que tem, de que podem conquistar coisas que nem imaginam em sua vida. Mas vivemos em uma cultura fudida, na qual somos incentivados a esperar que se faça algo por nós, a nos vitimizar e aceitar as coisas como estão.

Abordo isso com a experiência de quem também viveu tal situação, mas descobriu que não devemos ter medo de tentar, não devemos nos contaminar com o vírus do "eu não sou capaz", muito menos com o típico olhar de desprezo e descrença dos que não tem coragem de tentar e acreditam que você deve seguir o mesmo caminho.



Não superestime os outros em detrimento de si, acredite, existem mais bostas n'água no mundo do que você imagina e alcançar o que se deseja pode não ser tão difícil quanto parece.

Corra atrás, jogue o barro, atire, mesmo que de olhos vendados, mas nunca caia na vala comum.



Leonardo Almeida

quinta-feira, 4 de julho de 2013

TOME O CONTROLE

Como nos tornamos o que somos? Até que ponto temos o controle de nossas vidas na palma das mãos? O fluxo irregular da vida nos transforma de forma tão sutil que ao olhar para o passado, certas vezes, nem ao menos nos reconhecemos. Ao pensar sobre isso é quase automático o questionamento sobre o que fazer, então, para ser o verdadeiro autor da própria vida...

Respostas... a única que tenho é a de que não as tenho. Nos tornamos reprodutores de condutas as quais de alguma forma nos identificamos, agimos sem refletir sobre a ação. Alias, que tempo temos para refletir em uma sociedade marcada pelos segundos dos relógios?

Uma verdade é que não temos tempo para nós mesmos. Devemos trabalhar, consumir, namorar, dar atenção às pessoas, nos informar, existir virtualmente, mas não nos preocupamos em existir para nós mesmos. Olhar para dentro e perceber o que realmente nos é necessário e nos fará bem. Ligar o foda-se para o mundo exterior e mergulhar no que somos sem a pretensão de mudar para ser mais agradável a quem nos vê e sim de nos conhecer e aceitar como somos por dentro.

Aliás, que mais importa além de nos fortalecermos como somos verdadeiramente em um mundo de imagens e tipos pré fabricados? A ânsia por agradar os outros pode nos levar a uma vida de aparência, de sorrisos forçados e amarelados, de apertos de mãos frouxas, de bocas que desejam o fim do beijo antes mesmo de se encontrarem...

Necessária é a tomada de controle de nós mesmos, do que somos e do que desejamos ser. Traçar a nossa linha de atuação e seguir. Mesmo que invariavelmente ela mude de direção por intervenções externas que não podemos controlar. Seguir em frente sempre é o único caminho em uma estrada que não tem via de retorno. A diferença nesse ir adiante é apenas com que pernas você vai andar, as suas com suas próprias forças e motivações ou a dos outros que andam pelo mesmo caminho e fingem querer te carregar.

Cuidado! Quem carrega alguém, um dia cansa.


Leonardo Almeida

sábado, 17 de setembro de 2011

vida

Estamos vivos?

O que é a vida?

Só porque respiramos, porque em nossas veias circula algum sangue, estamos vivos?

Se viver é existir, uma pedra é viva, bem como uma cadeira ou um cadáver.

Se viver é transformar, a água tem vida assim como o vento.

Más, pra quê saber o que é a vida ou o que significa estar vivo? Apenas se está. E isso é uma condição tão fluida, passageira e dificil de definir que acaba por não fazer parte de nossas preocupações.

Alguns irão me dizer que o que evidencia a nossa vida é o fato de haver consciência de sí. Ai me pergunto se alguem que está em uma cama de Hospital, em coma e necessitando de aparelhos para se manter "vivo", está realmente vivo?

Que valor tem uma vida?

Para um assassino, nenhum.

Para um político, um voto.

Para um desconhecido, a indiferença.

Para nossa familia, não tem preço.

Para nós mesmos...

...a relatividade...

sexta-feira, 25 de março de 2011

Aos politicamente corretos, sem carinho.

Vivemos o mundo dos politicamente corretos. Perdemos o direito de sorrir, de criticar ou qualquer outra coisa que não se encaixe nos padrões de uma sociedade que se imobiliza vestindo uma camisa de força que chamam de liberdade.

A nossa busca por uma sociedade democrática e livre, resultou em um mundo onde temos que mascarar nossos preconceitos, nossos desejos e opiniões para não agredir o bom senso, ou as minorias, ou qualquer outra invenção, válida, mas em nosso mundinho tendemos a radicalizar as coisas.

Os hipócritas de hoje em dia se pintam de santos, de jovens politizados e antenados com a atualidade, que não se permitem gastar o tempo com outros meios de diversão em massa. Não assistem filmes de Hollywood, não lêem romances que não sejam clássicos, não assistem TV e não acessam sites de relacionamentos nem muito menos pornografia.

A quem querem enganar? A quem desejam agradar?

É triste entrar em uma universidade e ouvir criticas que certamente minha mãe ouviu quando fazia a sua graduação nos anos 80, a respeito da policia, do governo, da cultura e tudo mais. O país mudou, as demandas são outras e, se ainda não perceberam, as pessoas que ocupam o Estado em nossos dias também são outras. Certamente, muitas práticas tem permanências, mas a mudança é inevitável. Abram a porra da cabeça de vocês e vejam que merda dizem e que grande merda é o julgamento que dão ao povo, que tem o direito de escolher o que acredita ser melhor pra si. Se quiserem ver pornografia, que vejam, se desejam assistir a “eclipse”, que vão!

Os intelectuais de hoje (se é que se pode chamar de intelectuais) não perceberam que os anos 80 e 90 já passaram há tempos e que o mundo não esta mais dividido em blocos nem existe, de maneira definida, certo e errado, nem deus e diabo. Chegou a hora de rever os conceitos. Ou melhor, joga-los no lixo, pois não servem mais pra nada.


Ah! Antes que eu me esqueça!

Politicamente corretos, FODAM-SE!!!

texto: Leonardo Almeida