segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

a babaquice instaurada

Sou legal, dou risada de tudo, tudo faz graça, obrigado, sou um babaca popular. Eu e meus amigos adoramos sair para beber, vestidos com nossas camisas Hollister, todos com sorrisos plastificados no rosto e uma garrafa de whisky na mesa pra atrair mulheres tão sem conteudo quanto nós, mas qual o problema? Elas tem o que queremos. É uma troca!


segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Somos NADA


              Morremos todos os dias, morrem nossas células, nossos planos, sonhos, amores, amigos e familiares. Nada se pode fazer para parar esse movimento frenético que a vida tem e sua facilidade de levar as coisas embora como se fosse uma onda que a todo tempo trás e leva coisas de nós.

              No meio de toda essa estrutura cultural que construímos para camuflar nossa verdadeira face animal, essa imprevisibilidade da vida é algo que se recusa a esconder o que realmente somos, que grita a todo instante: “lute ou será morto!” se bem que seremos mortos independente do quanto lutarmos...

              Perceber que tantas vidas já passaram por esse mundo, com tantos desejos, crenças e paixões e mesmo assim sucumbiram a algo maior que elas, que as destruiu e transformou no que realmente são: nada.

              A salvação que tantos buscam não pode resolver os problemas da humanidade e talvez o problema da humanidade seja na verdade esse. Se julgar humano e diferente dos outros animais, aqueles que lutam para sobreviver, que atacam ao se sentirem ameaçados, que fazem de tudo para dominar seu território. Os que em muito se assemelham a nós, mas chamamos de irracionais.

              Talvez o passo para a salvação da humanidade esteja justamente em reconhecer que não somos nada de mais nesse mundo e que pouco importou ter sido Napoleão ou o cavalo dele. Ambos são hoje a mesma coisa. Nada.

sábado, 23 de novembro de 2013

Não tenha medo de tentar

Diariamente converso com pessoas que não fazem idéia do potencial que tem, de que podem conquistar coisas que nem imaginam em sua vida. Mas vivemos em uma cultura fudida, na qual somos incentivados a esperar que se faça algo por nós, a nos vitimizar e aceitar as coisas como estão.

Abordo isso com a experiência de quem também viveu tal situação, mas descobriu que não devemos ter medo de tentar, não devemos nos contaminar com o vírus do "eu não sou capaz", muito menos com o típico olhar de desprezo e descrença dos que não tem coragem de tentar e acreditam que você deve seguir o mesmo caminho.



Não superestime os outros em detrimento de si, acredite, existem mais bostas n'água no mundo do que você imagina e alcançar o que se deseja pode não ser tão difícil quanto parece.

Corra atrás, jogue o barro, atire, mesmo que de olhos vendados, mas nunca caia na vala comum.



Leonardo Almeida

quinta-feira, 4 de julho de 2013

TOME O CONTROLE

Como nos tornamos o que somos? Até que ponto temos o controle de nossas vidas na palma das mãos? O fluxo irregular da vida nos transforma de forma tão sutil que ao olhar para o passado, certas vezes, nem ao menos nos reconhecemos. Ao pensar sobre isso é quase automático o questionamento sobre o que fazer, então, para ser o verdadeiro autor da própria vida...

Respostas... a única que tenho é a de que não as tenho. Nos tornamos reprodutores de condutas as quais de alguma forma nos identificamos, agimos sem refletir sobre a ação. Alias, que tempo temos para refletir em uma sociedade marcada pelos segundos dos relógios?

Uma verdade é que não temos tempo para nós mesmos. Devemos trabalhar, consumir, namorar, dar atenção às pessoas, nos informar, existir virtualmente, mas não nos preocupamos em existir para nós mesmos. Olhar para dentro e perceber o que realmente nos é necessário e nos fará bem. Ligar o foda-se para o mundo exterior e mergulhar no que somos sem a pretensão de mudar para ser mais agradável a quem nos vê e sim de nos conhecer e aceitar como somos por dentro.

Aliás, que mais importa além de nos fortalecermos como somos verdadeiramente em um mundo de imagens e tipos pré fabricados? A ânsia por agradar os outros pode nos levar a uma vida de aparência, de sorrisos forçados e amarelados, de apertos de mãos frouxas, de bocas que desejam o fim do beijo antes mesmo de se encontrarem...

Necessária é a tomada de controle de nós mesmos, do que somos e do que desejamos ser. Traçar a nossa linha de atuação e seguir. Mesmo que invariavelmente ela mude de direção por intervenções externas que não podemos controlar. Seguir em frente sempre é o único caminho em uma estrada que não tem via de retorno. A diferença nesse ir adiante é apenas com que pernas você vai andar, as suas com suas próprias forças e motivações ou a dos outros que andam pelo mesmo caminho e fingem querer te carregar.

Cuidado! Quem carrega alguém, um dia cansa.


Leonardo Almeida