quinta-feira, 4 de novembro de 2010

A LINHA tênue ENTRE O AMOR E O ÓDIO

Bem, alguns poderiam dizer que a imagem fala por si só, mas não acredito muito no potencial do ser humano para entender o óbvio.

Temos a ilusão cristã de acreditar que podemos ser apenas um pólo. Apenas bom, certo, honesto, corajoso e por ai vai uma lista de virtudes que se alguma pessoa conseguisse possuí-las daria nojo. Não percebemos o quanto são importantes os sentimentos complementares.

O ódio, a angustia, raiva, medo e tantos outros sentimentos demonizados, mas que todos cultivam no "quartinho dos fundos do coração". Vivo sendo bombardeado por pregações de amor, por bandeiras de tolerância. Será que não percebem que em cada sentimento está embutido seu oposto?

Quando amamos, nos pegamos odiando a pessoa amada ao mínimo sinal de deslize, no momento em que ela quebra o ideal e se mostra como realmente é. Quando levantamos bandeiras de diversos movimentos acreditando que representamos alguém, não levamos em consideração que estamos silenciando quem gostaríamos que tivesse voz.

Mesmo os indivíduos mais imbecis vigilantes dos seus maus sentimentos, sentem. Isso é natural. É, talvez, a única essência que o ser humano tem. Assim como os outros animais, nos amamos e odiamos ao mesmo tempo. Nos sentimos ameaçados e atacamos. 

“Existe um lugar cinza entre o preto e o branco”.  Um lugar onde podemos nos conhecer. Onde buscamos nosso equilíbrio. Não negando o que nos é natural, mas aproveitando o que dele nos serve para crescer sentimentalmente, e consequentemente entender que as outras pessoas tem o direito de escolher o caminho que devem seguir e que seus sentimentos não são ou bons ou ruins, são elas mesmas em sua complexidade e busca por serem completas.

leonardo

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