terça-feira, 2 de novembro de 2010

solidão

A solidão é minha companheira, mesmo quando não tinhamos sido ainda apresentados devidamente. Mesmo quando a grande piada da vida social parecia sorrir pra mim. Agora entendo. Ela sorria de mim.

Decidir ficar só é decidir ser alvo das próprias críticas, e das dos que não entendem isso. Findados em seu mundo ultraconectado, não percebem que é na solidão que somos sinceros com a pessoa que mais importa que sejamos. Nós mesmos.

A busca incessante por se encontrar, por um caminho que faça algum sentido dentro de nossa logica e que fuja das logicas e dos caminhos pré-moldados e vendidos em cada esquina, em cada igreja, em cada universidade, cada bar, cada não eu. A busca por um dialogo com a voz interior. Uma voz que, quanto mais conhecemos seu interlocutor, mais parece ficar grosseira, quase um grunido de animal selvagem que se deixa conhecer.

Solidão não é o pior.

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Solidão não é o melhor.

Solidão é descobrir o que somos para nós mesmos. E no final, isso é o que realmente vale a pena.

texto e arte: leonardo almeida

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